3 de janeiro de 2013

- Gastronomia: Mirandela dá a provar bombons e gomas de azeite
 
O concelho de Mirandela vai adoçar os primeiros dias do novo ano com bombons de azeite que prometem engrossar o rol de atractivos da fileira de um dos mais importantes produtos agrícolas transmontanos.
Mirandela dá a provar bombons e gomas de azeite
               
A quem a nova proposta causar estranheza, o presidente da Câmara, António Branco, garante já ter provado e que "são bastante bons" estes novos bombons e gomas de azeite que o VIII Festival de Sabores de Azeite Novo vai dar a provar durante a próxima semana, em Mirandela.
A iniciativa dedica um dia a demonstrar que "o azeite é dos produtos que melhor liga com o chocolate" e que desta relação estará prestes a surgir uma nova área de negócio, segundo adiantou o autarca, que é também presidente da Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro (AOTAD) e responsável pela organização do festival.
O processo de comercialização dos bombons e gomas de azeite está a ser iniciado e em breve quem visitar Mirandela poderá encontrar sobretudo nas lojas da frente ribeirinha do rio Tua o novo atractivo entre aquele que é considerado o ouro transmontano no estado líquido original e a famosa alheira.
Os bombons são, segundo o autarca, apenas uma demonstração de que "é possível utilizar azeite, que é mais saudável que outro tipo de gorduras, em qualquer produto de pastelaria, desde musses a bolos" e desafia quem trabalha na área a experimentar.
Um exemplo que apontou é o da Escola de Hotelaria de Mirandela, onde "não se utilizam margarinas, só se utiliza azeite em todas as vertentes, seja na pastelaria, seja na cozinha tradicional".
As pastelarias e restaurantes da cidade associam-se também a este festival com menus à base do produto, onde não faltam as tradicionais torradas de azeite, outrora presentes nos pequenos-almoços transmontanos.
       
O festival é uma mostra das potencialidades e do valor que a fileira tem já no concelho, com produtos que vão da gastronomia à cosmética ou ao sabão de azeite utilizado antigamente para lavar a roupa e que está a regressar às lojas locais.
O concelho de Mirandela é o que produz, segundo aquele responsável, mais azeite em bruto na região transmontana, a segunda maior produtora portuguesa, a seguir ao Alentejo.
A associação do sector contabiliza 24 lagares neste concelho, que trabalha todas as vertentes do produto, desde a produção à transformação e comercialização.
Mirandela tem-se destacado também, nos últimos anos, no mercado mundial, com várias marcas locais de azeite a arrecadarem prémios internacionais de qualidade.
Valorizar e chamar a atenção para a importância deste produto é o propósito do festival que decorre entre domingo e 13 de Janeiro, com especial atenção para os mais novos, tendo programadas várias iniciativas junto das escolas, assim como visitas a lagares da região.
Cultura

Souto Moura galardoado com o Prémio Wolf


A atribuição do Prémio Wolf a Eduardo Souto Moura foi justificado pela contribuição e mais valia do arquitecto para a sua profissão e para a Arquitectura em geral.
De salientar que os vencedores deste prémio são potenciais candidatos aos prémios Nobel, dado que até agora se tem verificado que um em cada três dos distinguidos ao longo de 34 anos nas áreas de química, física e medicina vieram a ser galardoados com aqueles prémios.
Igualmente premiados sete cientistas dos EUA, Alemanha e Áustria, que vão dividir cem mil dólares em cada uma das categorias em que a distinção é atribuída.
Desde 1978 que regularmente têm sido atribuídos prémios no campo das ciências, nomeadamente agricultura, química, matemática, medicina e física.
Nas artes, há uma rotação anual entre as disciplinas de arquitectura, música, pintura e escultura.
O arquitecto português Álvaro Siza Vieira foi igualmente galardoado com este prémio em 2001.
Os prémios serão entregues em Maio pelo Presidente Shimon Peres.

Estudo destaca qualidade de vida
em Barrancos e Castro Verde

Barrancos e Castro Verde estão os primeiros 30 concelhos do Indicador Concelhio de Desenvolvimento Económico e Social de Portugal.
O projecto foi desenvolvido pela Universidade da Beira Interior (UBI) e pretende avaliar a qualidade de vida dos municípios portugueses.
Na lista dos primeiros 30 classificados, liderada por Lisboa e divulgada esta quarta-feira, 2, pela Agência Lusa, o Baixo Alentejo surge “representado” pelos concelhos de Barrancos (17º) e de Castro Verde (24º).
O concelho de Sines, no Litoral Alentejano, surge também entre os 30 primeiros, ocupando a 15ª posição.
A terceira edição deste estudo, elaborada no último trimestre de 2012, inclui 48 indicadores baseados em dados de 2010 do Instituto Nacional de Estatística (INE) e referentes aos 308 municípios de Portugal.
O trabalho vai ser divulgado pelo coordenador do estudo, o professor catedrático Pires Manso, na página pessoal no portal da UBI (www.ubi.pt), com este a realçar o facto de este ser o trabalho do género “que maior número de indicadores inclui” em Portugal.
A classificação tem em conta condições materiais, sociais e económicas subdivididas em itens como número de centros de saúde ou equipamentos culturais por cada 1.000 habitantes, a taxa de escolarização ou o dinamismo económico.
No grupo dos primeiros 30 classificados, o Algarve é a região com mais municípios (11), seguindo-se o Alentejo, com seis, uma vez que a Barrancos, Castro Verde e Sines se juntam ainda os concelhos de Marvão, Alter do Chão e Castelo de Vide, todos no distrito de Portalegre.
Segundo o estudo, a inclusão de cidades “como Lisboa, Porto, Albufeira, Funchal, Coimbra e Faro” neste grupo já era esperada “devido, principalmente, às suas condições económicas”.
Mas há “resultados surpreendentes, tais como os de Constância, Marvão, Alter, Barrancos, Vimioso, Santa Cruz das Flores e outros”.
De acordo com Pires Manso, que é também coordenador do Observatório de Desenvolvimento Económico e Social (ODES) da UBI, estas surpresas são o reflexo da importância de alguns indicadores na avaliação de determinados concelhos, apontando o turismo como exemplo.
“Com o turismo surge todo um conjunto de actividades e dinamismo", destacou aquele responsável.
No que respeita aos últimos 30 municípios da classificação, estão essencialmente em áreas rurais e a maioria, 19, pertencem ao Norte do país, seguindo-se a região Centro com cinco.
O estudo pode servir como “instrumento de reflexão” para os poderes públicos, a nível central e municipal, acredita Pires Manso.
Segundo refere, os números mostram que “o país anda a três velocidades, uma para os municípios mais urbanos do litoral e depois há o interior do país, que podemos dividir em zonas mais rurais e outras mais urbanas”.

1 de janeiro de 2013

O que nos espera em 2013?



Começou o ano do “enorme aumento de impostos”. Os portugueses vão pagar mais IRS, vão receber menos e gastar mais dinheiro com as despesas do dia-a-dia. A Renascença elaborou um guia para o ajudar a fazer contas à crise.

SERVIÇOS E CONSUMO
Electricidade: +2,8%
Gás: +2,5%
Rendas: +3,4% (contratos posteriores a 1990)
Portagens: +2,03%
Tabaco: +1,3%
Bebidas alcoólicas: +1,3% (e +7,5% nas bebidas espirituosas)
Telecomunicações: +3% (Fevereiro)
Transportes: +0,9%
Taxas moderadoras: +0,9%

IMPOSTOS
IRS: escalões passam de 8 para 5. Sobretaxa de 3,5% de IRS. Rendimentos acima de 80 mil euros por ano pagam taxa solidária de 2,5%. Rendimentos acima de 250 mil euros anuais pagam taxa solidária de 5%. No final, os portugueses assistem a “um enorme aumento de impostos. Para saber quanto vai pagar a mais no seu caso, basta ir
AQUI.
Rendimentos de capital (juros, dividendos, mais-valias bolsistas): taxa liberatória sobe para 28%
Tributação património: imóveis acima de um milhão pagam mais 1% de imposto de selo
Jogos Santa Casa: prémios acima de cinco mil euros pagam 20% do valor em causa
IVA: devolução 5% do valor das facturas pedidas. Limite máximo de devolução é de 250 euros. São consideradas facturas de alojamento, restauração, cabeleireiros, institutos de beleza e oficinas.

Menos deduções:
Escalão de rendimento colectável Limite
Até 7000 € ; sem limite
De mais de 7 000€ até 20 000€ 1 250€
De mais de 20 000€ até 40 000€ 1 000€
De mais de 40 000€ até 80 000€ 500€
Mais de 80 000€ &n bsp; 0€
Estes limites são aumentados em 10% por cada dependente. Despesas com saúde, educação, habitação, lares e pensões de alimentos pagas são consideradas deduções à colecta.
Crédito à habitação: tecto máximo de 296 euros
Dedução de rendas: tecto máximo 502 euros

PENSIONISTAS
Acima de 1.350 e até 1.800 euros: corte de 3,5%
Acima 3.750 euros: corte de 10%
Acima 5.030 euros: corte de 10% + contribuição extraordinária de solidariedade (15% sobre o montante que exceda 5.030, mas que não ultrapasse 7.545; e 40% sobre o montante que ultrapasse 7.545 euros).

NOVOS REFORMADOS
Penalização de 4,78%
Alternativa é trabalhar mais tempo
- 65 anos de idade e 40 de descontos: mais 5 meses
- 65 anos de idade e 35 a 39 anos de descontos: mais 8 meses
- 65 anos de idade e 25 a 34 anos descontos: mais 10 meses
- 65 anos de idade e 15 a 24 anos descontos: mais 15 meses

FUNÇÃO PÚBLICA
Subsídio doença: baixas até 3 dias sem pagamento; redução 10% na remuneração base diária para baixas a partir do 4.º dia e até ao 30.º dia.
Idade reforma: 65 anos; polícias e militares - 60 anos
Salários: manutenção das reduções entre 3,5% e 10% para salários superiores a 1.500 euros

SUBSÍDIOS DE FÉRIAS E DE NATAL DO PÚBLICO
- Subsídio Natal é reposto e mantém-se suspensão do de férias;
- Pensionistas e reformados recebem subsídio de Natal e 10% do subsídio de férias;
- Suspensão subsídio de férias nos moldes de 2012: não se aplica abaixo dos 600 euros; progressivamente entre os 600 e 1100; na totalidade acima dos 1100.

SUBSÍDIOS DE FÉRIAS E DE NATAL DO PRIVADO
- Diluição de metade dos subsídios de férias e Natal por 12 meses.
- Restantes 50% serão pagos até 15 de Dezembro (Natal) e antes do início das férias. A medida é temporária e deverá vigorar entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2013.

SUBSÍDIOS - GERAL
Subsídio de desemprego passa a pagar 6% para Segurança Social
Subsídio de doença passa a pagar 5% para Segurança Social
Subsídio por morte dos aposentados: máximo 1.257 euros


[...] RRenascença
O JURIS deseja um óptimo Novo Ano!