28 de dezembro de 2012

Uma mala que nos leva a viajar por Portugal

Uma mala que nos leva a viajar por Portugal
Fotos © Keyvalue
Dar a conhecer as empresas portuguesas, "a sua qualidade e unicidade", pelo país fora e além-fronteiras, através dos portugueses. É este o objetivo de um projeto lançado pela empresa Keyvalue, que colocou, dentro de uma mala de viagem de cartão que chegou a muitas mãos nacionais, exemplos do que há de melhor em Portugal, do vinho do Porto à cortiça, passando por Fernando Pessoa e pelo Fado.
"São pedaços do nosso país, apenas uma pequena amostra de exemplos de sucesso, dentro e fora de portas. Todos contam uma história, que é, orgulhosamente, de todos nós", explica ao Boas Notícias uma das responsáveis da Keyvalue, Ana Ferreira.
A Mala de Viagem concebida pela empresa, em cartão, "com um toque de saudosismo, como que lembrando tempos antigos, mas reinventada e inovada, como o trabalho das empresas que apresenta", não está à venda. Foi distribuída a 150 jornalistas, "opinion makers", empresários e representantes do governo com o propósito de servir a sua principal intenção: promover o lado bom do país.
No seu interior está a rica identidade portuguesa, que se estende entre a literatura e a produção vinícola, afirmando-se através de símbolos que, para nós, portugueses, são incontornáveis.
Ao abri-la, as surpresas saltam aos nossos olhos, uma após outra: há um sabonete Melodia, da Ach.Brito, a primeira fábrica portuguesa de sabonetes fundada em 1887, uma garrafa de vinho do Porto ODE, um suporte para velas em cortiça criado pela 3DCork e até o "velhinho", mas renovado, caderno azul da Firmo.
Porém, muitos outros produtos enchem esta mala, "demasiado pequena" para tudo o que há para mostrar. Há também, por exemplo, um "lápis pião" da empresa Viarco, uma garrafa de azeite com limão da José Gourmet, um prato da Porcel ou um 'voucher' para fazer, gratuitamente, uma visita guiada ao Museu do Fado.



No total, são 17 símbolos nacionais, que têm, todos eles, elementos indispensáveis em comum. Além de serem fabricados em Portugal e de se destacarem pela qualidade, são resultado do trabalho de empresas "com história e que sobreviveram à história do tempo" ou que "se atualizaram e adaptaram" criando produtos inovadores.
"Todos refletem um conjunto de valores e responsabilidade social, contribuindo para um ambiente de equilíbrio ético, ambiental e socioeconómico e promovem o bem-estar das pessoas", salienta a Keyvalue.
Segundo a empresa, "o impacto e a memória desta experiência farão com que, naturalmente, a mensagem se propague e os nomes e marcas representadas fiquem sempre presentes", cumprindo-se o objetivo da iniciativa: transmitir uma mensagem forte e positiva que dê Portugal a conhecer.
Mas a ambição não fica por aqui. "Queremos ir mais longe ainda e provocar uma reação em cadeia. Se os destinatários da mensagem a levarem mais longe, se eles próprios contarem a sua viagem por Portugal, descobrirem e redescobrirem lugares, produtos, sabores e músicas e transportarem a sua história além-fronteiras, então podemos contribuir para algo realmente importante".
Num contexto "socioeconómico complexo como o que estamos a viver", os exemplos que saem desta mala incentivam-nos, portanto, a percorrer "um caminho que, embora mais longo e difícil, tem oportunidades. Não são tão visíveis e óbvias, mas colocam-nos desafios importantes".
Depois de aberta, a mala que nos leva a viajar por Portugal deixa, então, uma proposta: a de "dar mais e melhor, procurar novos trilhos, por vezes ainda nem percorridos, desafiarmo-nos a nós mesmos e crescermos".

Festival de Ano Novo promove música clássica no Norte

Festival de Ano Novo promove música clássica no Norte
Vila Real e Bragança vão receber, a partir de dia 05 Janeiro, a 7ª edição do Festival de Ano Novo que promove a música clássica naquela região. Com o mote “Música séria para gente divertida” o festival pretende estimular o gosto pela música clássica em públicos de várias idades, quebrando preconceitos em relação a este género musical.

No total, os visitantes poderão desfrutar de 37 concertos tocados por diversos músicos entre os quais a orquestra de Jazz da Escola Profissional de Música de Espinho e o quarteto Tempus.

O grande destaque desta edição vai para o concerto da cantora Cristina Branco, acompanhada da Orquestra Clássica de Espinho, em que interpretará algumas das obras mais conhecidas do compositor Schumann.

Tal como no ano passado, este ano a rubrica “Café Vienense” também estará presente com pequenos concertos informais em cafés situados no centro histórico de Vila Real e algumas peças de teatro para as crianças, produções da Companhia de Música Teatral e da Arte Pública.

Assim, durante todo o mês de Janeiro, o Festival de Ano Novo vai percorrer as ruas de Vila Real e Bragança promovendo, ao mesmo tempo, o património cultural.

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Aplicação lusa para chamar táxis com um clique

Aplicação lusa para chamar táxis com um clique
Depois de uma aplicação para smartphone que lhe diz quanto tempo falta para o autocarro, a start-up portuguesa IZIMOOVE prepara-se para lançar no mercado mais uma novidade: a Taxi Motions, uma "app" para sistemas iOS e Android que dá ao utilizador a hipótese de saber qual é o táxi mais próximo e de o chamar de forma fácil e com poucos cliques.
De acordo com a Exame Informática, esta aplicação inovadora para smartphones e tablets está pensada tanto para os taxistas, como para os passageiros. No que respeita aos táxis, a Taxi Motions deverá permitir ao motorista - que terá de pagar uma comissão com valor "marginal" - gerir as requisições dos clientes e ver também, em tempo real, as áreas da cidade onde há maior procura.
Já os utilizadores terão somente que fazer o download da aplicação para o seu smartphone, e, de forma gratuita, poderão saber que táxi está mais próximo deles e estimar o custo da viagem que pretendem fazer. Caso queiram optar por serviços personalizados (como um táxi com cadeira de bebé ou ar condicionado), terão de pagar uma taxa acrescida.

"App" já foi testada em 10 táxis
Bernardo Alves, sócio e fundador da Ivi, explicou à Exame Informática que "ao contrário das centrais, não há barreiras à entrada e à saída deste serviço. Os taxistas não têm de gastar dinheiro em equipamentos para comunicar com a central e não têm de permanecer ligados a ela só porque estão a pagar esses equipamentos".
Além disso, de acordo com o responsável, esta "app" poderá abrir a possibilidade da existência de serviços baseados em 'vouchers', grupos de utilizadores frequentes ou táxi coletivo, sendo o factor segurança um elemento determinante. "Tanto o taxista como a pessoa que usa o táxi acabam por ser identificados pela plataforma", salientou.
Os responsáveis da IZIMOOVE querem não apenas chegar aos táxis independentes - cerca de metade da frota nacional -, mas também fazer concorrência às centrais tradicionais. Até agora, a "app" já foi testada em 10 táxis de duas companhias e o conceito provou ser viável, embora haja algum trabalho pela frente antes de esta se constituir como uma alternativa às requisições feitas por telefone.
A Exame Informática adianta ainda que, atualmente, a start-up está a negociar duas parcerias, uma com o operador de telecomunicações e outra com uma entidade financeira para facilitar, por um lado, a compra de tablets ou smartphones mais baratos e, por outro, para criar um sistema de pagamento para pagar a viagem através do telemóvel com recurso a comunicações sem fios.

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Saúde: Investigadores lusos ganham bolsa mundial

Saúde: Investigadores lusos ganham bolsa mundial
Uma equipa de investigação da Escola Superior de Saúde de Bragança ganhou uma bolsa no valor de cinco mil euros para financiar um projeto que pretende melhorar a qualidade de vida das pessoas com doença pulmonar obstrutiva crónica. O projeto português foi um dos 45 premiados entre os 684 que foram apresentados a concurso.
A maioria dos projetos de saúde agora premiados pela Fundacion Mapfre são oriundos de Espanha ou de países de língua espanhola como México ou Perú, sendo o trabalho transmontano o único português a ter sido distinguido pela entidade.
Em declarações à Rádio Brigantia, André Novo, um dos investigadores envolvidos no projeto "Respire Qualidade de Vida", explicou que "o projeto tem por objetivo a implementação de um programa de enfermagem de reabilitação no domicílio em utentes com esta patologia", querendo a equipa "melhorar a sua qualidade de vida".
Segundo André Novo, o trabalho resulta de "uma parceria estabelecida entre a Escola Superior de Saúde e a Unidade Local de Saúde do Nordeste, mais concretamente com a Unidade de Cuidados na Comunidade de Carrazeda de Ansiães e os cinco mil euros vão servir para adquirir equipamento".
O português adiantou que o projeto vai desenvolver-se em Carrazeda de Ansiães durante o próximo ano, mas que o propósito é alargar o programa a toda a região.
"Neste momento temos identificados cerca de 14 utentes no concelho de Carrazeda de Ansiães, que fazem oxigenoterapia no domicílio, mas o nosso objetivo, a médio ou longo prazo, é alargar este tipo de intervenção a mais concelhos do distrito", sublinhou.
O projeto "pretende que a intervenção seja efetuada no domicílio dos doentes" já que estes têm "um grau de dependência um pouco elevado" - alguns dos quais precisam mesmo de fazer oxigénio durante 24 horas por dia. Assim, será possível conseguir "alguns ganhos ao nível da qualidade de vida e da capacidade funcional", concluiu André Novo.
Clique AQUI para aceder à lista completa de projetos vencedores.

Troia: Navio naufragado no séc. XIX traz novos dados

Troia: Navio naufragado no séc. XIX traz novos dados
Clique no link abaixo para ver um vídeo com imagens do navio Troia 1
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É um navio do século XIX e naufragou ao largo de Troia, Setúbal. Por enquanto não se sabe muito mais mas o arqueólogo que está a estudar os destroços, Adolfo Miguel Martins, suspeita que se trata de um navio de pesca ou transporte de sal. Hipóteses que serão confirmadas nos próximos meses e que trarão novos conhecimentos para o estudo das atividades comerciais da região.
por Patrícia Maia

O navio, batizado de Troia 1 e que tem mais de 30 metros de comprimento, está naufragado a duas milhas da costa de Troia. A proa está virada no sentido sul-norte e os destroços encontram-se muito fragmentados, o que leva o arqueólogo Adolfo Miguel Martins a acreditar que a embarcação tenha naufragado devido a um forte embate nas rochas quando se preparava para atracar no porto de Setúbal.

No início do mês, o arqueólogo, que está a fazer o mestrado em Património da Universidade Autónoma de Lisboa (UAL) em parceria com o Instituto Politécnico de Tomar (IPT), com o apoio de uma equipa ligada às duas instituições, realizou diversos mergulhos no local tendo recolhido fragmentos das madeiras, das peças e outras provas (como fotografias e vídeos) que vão definir com precisão a data do naufrágio e indicar de que tipo de embarcação se trata.

O facto de ser o único navio naufragado na costa do alto Alentejo que se encontra devidamente declarado, "reveste esta investigação de uma importância especial", explica o arqueólogo ao Boas Notícias. Os dados recolhidos serão fundamentais para reforçar a tese de mestrado que Adolfo Miguel Martins está a realizar sob o título "Contributo para o estudo das rotas comerciais e marítimas do século XIX do estuário do Sado".

Navio sem sobreviventes

"Devido aos materiais que compõem o barco, que além do bronze já conta com a presença de muitos elementos em ferro, e analisando o tipo de âncoras e de amarras e a técnica de construção naval, acreditamos que se trata de uma embarcação do final do século XIX, provavelmente um lubre de pesca", explica Adolfo Miguel Martins.

Até agora a investigação não encontrou, nos destroços, contentores para transporte de cargas sólidas pelo que esta embarcação será, provavelmente, "um navio pesqueiro ou de transporte de material a granel, como o sal", explica Adolfo Miguel Martins, salientando que, nessa época, Alcácer exportava sal para várias zonas do país e também para fora de Portugal, sobretudo para a Irlanda.

O tipo de madeira usado na embarcação - sobretudo carvalho e, em algumas peças, pinho ibérico - deixa uma forte indicação que se trata de um barco português. Uma informação de resto reforçada "pelos registos documentais dessa época que apontam para o naufrágio de um barco português, ao largo de Setúbal, que terá resultado na morte de todos os tripulantes".

Nesta investigação - que por enquanto está a ser realizada sem qualquer fundo do Estado - tem sido fundamental a colaboração da professora do Politécnico de Tomar e orientadora da tese do arqueólogo, Alexandra Figueiredo, e do conservador e restaurador Cláudio Monteiro que tem feito a análise das amostras de madeira e metais recolhidas.

A equipa conta também com técnicos especializados, como um geólogo e outros colaboradores pontuais, sobretudo alunos da pós-graduação em Arqueologia Subaquática do IPT ou investigadores do Mestrado de Património da UAL, e ainda uma bióloga para analisar as variadas espécies animais e vegetais do local, muitas das quais são endémicas.

Um museu submarino

Adolfo Miguel Martins salienta ainda que a concretização desta investigação - que exige uma pesada logística como barcos, câmaras subaquáticas, fatos de mergulho e botijas de oxigénio - só se tornou possível graças ao apoio de várias entidades como a Direção-Geral do Património Cultural, o Troia Resort, a empresa de mergulho TopSub e a Câmara Municipal de Grândola, entre outras.

A investigação arrancou em Maio deste ano e deverá prolongar-se por quatro anos. Quanto ao espólio da embarcação, Adolfo Miguel Martins gostaria de manter o navio no fundo do mar mas pretende conseguir apoios para oferecer à população um acesso privilegiado a estes vestígios.

"Em princípio vamos avançar com a criação de um museu imersivo virtual que vai permitir visualizar os destroços tal como eles se encontram mas gostava também de conseguir criar um museu submerso com visitas guiadas ao local que podem ser feitas num barco de fundo transparente que, aliás, já há em Portugal", revela ao Boas Notícias.

Um museu que será particularmente interessante para as pessoas da região já que, aparentemente, o Troia 1 é um testemunho direto da História e das memórias do litoral do Alto Alentejo.

27 de dezembro de 2012