O novo programa do horário nobre da RTP2, que
recentemente foi preenchido pela série Mad Man, é agora Super Diva, um programa
constituído por treze episódios de vinte e cinco minutos cada, onde serão
interpretadas treze das mais importantes óperas mundiais, como Traviata, O
Barbeiro de Sevilha ou Don Giovanni.
Este projecto é da autoria e
apresentação de Catarina Molder, uma das melhores sopranos nacionais. Uma outra
presença assídua, no programa, será a de Ruy Vieira Nery que terá a seu cargo
toda a investigação operática.
Super Diva conta com uma abordagem bastante
criativa e dinâmica. Com várias participações especiais em “Misturas Líricas”,
como Kátia Guerreiro, que aceitou de imediato o convite e afirmou “acho
a ideia fora de série”.
Quando lhe perguntamos o que o fado, que é
a sua área musical, e a ópera têm em comum a resposta foi espontânea.
“Têm uma coisa em comum seguramente que é o contarem histórias. A ópera
conta histórias e o fado também. Os fados com que as pessoas mais se identificam
são aqueles que conseguem relatar uma história que pode ter a ver com algum
momento ou algum facto da nossa vida. ”
Clã, Amor Electro, Valete,
Vítor Rua, Manuel João Vieira, Carlão (ex-Pacman), Orelha Negra, Elisa Rodrigues
e Pedro Joia são outras das participações especiais às quais foi proposto o
desafio de concretizarem misturas líricas, isto é, interpretar árias de
determinadas óperas nos seus registos musicais.
O espaço “A Ópera da Minha Vida” será outro dos
momentos do programa por onde irão passar nomes como os de Jorge Sampaio, Joana
Vasconcelos, Marinho Pinto, Maria Rueff e Catarina Wallenstein.
“Gosto de ópera, mas nunca tinha visto
ópera como este programa a propõe”, contou Jorge Wemans, director da
RTP2, que não se poupou a elogios aos músicos convidados e à própria Catarina
Molder.
“Os músicos aceitaram este desafio pelo entusiasmo que a
Catarina Molder conseguiu colocar no programa e na certeza que o programa era
importante. Os músicos envolvidos perceberam que o esforço era genuíno, e que
nós queríamos um programa que fosse de facto um apelo e uma abertura de ópera
para todos. É isto que está na base da razão de ser do programa. ”
Como referiu a soprano Catarina Molder
“Abram os ouvidos e o coração e deixem-se seduzir pela
Ópera!”