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“ A Paz ”de António Tarantino no Teatro da
Politécnica
Esta peça conta-nos a história de dois exilados
que são enviados para o deserto, Arafat (General) e Sharon (Presidente), com o
objectivo de passarem por “Experiências duras, difíceis,
amargas”.
O inicio da peça é feito através de uma voz de mulher, que pronuncia o “interdito da água e do fogo”, enviando as personagens para o deserto.
No decorrer da história, estes sofrem as mais
variadas consequências, sendo castigados pela vida infame que levaram, pela
guerra constante que causaram, por se acharem acima de tudo e de todos.
Um politico e um general, castigados pela sua imoralidade e prazer na guerrilha constante.
Ao longo desta peça, António Tarantino mostra-nos
diferentes épisódios, desde a “Cidade dos mortos”, onde os dois exilados ouvem a
voz de Che Guevara, passando por “As tâmaras do oásis de Touzeur”, “A Puta”, até
ao episódio “O temível urso tunisino”.
Segundo António Tarantino, esta peça surge porque
“Apeteceu-me mandar Arafat e o Sharon para o exílio, para o deserto,
fazê-los sofrer as maiores misérias. Porquê? Porque não foram capazes de fazer a
paz”
Contudo, quando se adivinhava um final trágico
para estas personagens, devido a todas as provações, castigos e acusações,
António Tarantino procura um final que, de certa forma, ridiculariza Sharon e
Arafat.
A explicação para este facto surge do próprio Tarantino “aqueles dois não mereciam a honra duma conclusão trágica da peça, mas um final ridículo, anti-heróico, não os queria colocar num pedestal.” |

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