| Teatro |
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O texto dá vida a um grupo de pessoas que tem em
mente a travessia do bosque, guiado por um cego que se vê com tantas dúvidas
como os viajantes que conduz.
“Qual é o sentido do trilho?”, pergunta Peter.
“Não sei, cada trilho conduz a mais do que um sentido”, responde John Wolf.
Uma peça de teatro com uma forte mensagem
subliminar, que fala sobre a sensação de vazio quando vemos desafiada a nossa
felicidade que, nas sociedades de hoje, quase sempre é construída com base no
poder do dinheiro.
Com encenação de Luís Miguel Cintra, o co-fundador
e director do Teatro da Cornucópia, cenário e figurinos de Cristina Reis e
interpretação de David Granada, Luís Miguel Cintra, Nuno Nunes e Vera Barreto.
O texto escrito pelo padre e poeta, José Tolentino
de Mendonça, dá vida a John Wolf, Peter Weil, Jacob, Viviane Mars e o Destino.
Uma peça “poética”, segundo o próprio director, que aposta na iluminação (Cristina Reis e Luís Miguel Cintra com Rui Seabra) para transmitir estados de espírito e dar ao público a oportunidade de sentir este vazio, a solidão escura, o medo daquilo que não é palpável.
“O Estado de Bosque” está inserido no ciclo “O
Nome de Deus” do qual fizeram parte, em Janeiro, as leituras de
“Gennariello”(Pier Paolo Pasolini) e “Duas Cartas” (Paul Claudel).
Luís Miguel Cintra explicou ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC) que este ciclo é quase um “manifesto” perante o “momento de trevas” por que passam “o teatro e as artes em geral, como consequência da declarada financeira”.
Uma peça introspectiva e desconcertante a que vai
poder assistir, de 07 a 24 de Fevereiro, no Teatro da Cornucópia (terça a sábado
às 21:00 e domingo às 16:00).
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