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Correntes Literárias começa na Póvoa de
Varzim
Até domingo a Póvoa de Varzim entra numa espécie
de época alta de turismo pois o fim de Fevereiro nesta cidade já entrou no
calendário cultural do país e as Correntes de Escritas já são consideradas
como a "Feira do livro de Frankfurt em Portugal", lê-se na nota
de imprensa.
A edição deste ano, que irá homenagear Urbano
Tavares Rodrigues e Manuel António Pina, recentemente falecido, contará com a
presença de mais de 50 escritores, oriundos de Portugal, Angola, Espanha e
Brasil, e ainda tradutores, editores, designers, ilustradores, jornalistas que
irão debater literatura em mesas redondas esapalhadas por várias escolasda
cidade e aindanos vários lançamentos de livros que decorrem durante os três dias
que dura o evento.
São muitos os escritores de nome que estarão nesta
edição das Correntes de Escrita como Andrea del Fuego, a brasileira vencedora do
prémio Saramago, os espanhóis Ignácio Martínez de Píson, Susana Fortes e Domingo
Villar, os portugueses António Mega-Ferreira, Vasco Graça Moura, Valter Hugo
Mãe, Hélia Correia, Rui Zink, Richard Zimmler ou Nuno Camarneiro (prémio
Leya).
Na quinta feira, 21 de Fevereiro, pela de manhã
será entregue o prémio literário Casino da Póvoa, para o qual são candidatas
obras de Ferreira Gullar, Manuel António Pina, Hélia Correia, Fernando
Guimarães, José Agostinho Baptista, Armando Silva Carvalho, Luís Filipe Castro
Mendes e Bernardo Pinto de Almeida.
Será também lançada a revista Correntes de Escritas, dedicada, ao escritor Urbano Tavares Rodrigues que não estará presente por motivos de saúde.
Olhando com atenção para o programa literário do
Festival não são claramente visíveis os ajustamentos orçamentais feitos pela
autarquia uma vez que, como explica Segundo Luís Diamantino, " se taparam
buracos financeiros alargaram significativamente a rede de parcerias" embora
tenham deixado de patrocinar a 100% a vinda dos escritores.
"Essa despesa passou a ser feita pelas embaixadas e pelas próprias editoras". Talvez por isso se note a ausência de pequenas editoras sendo no entanto muito evidente a presença dos grandes grupos editoriais como a Porto Editora e a Leya. Das pequenas editoras destaca-se a presença da Abysmo, que vai lançar o livro de Rui Vieira, “No Labirinto do Centauro”. |

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