14 de janeiro de 2013

Museus

Torre dos Clérigos olha o Porto há 250 anos



Considerada, ex libris da cidade do Porto, a Torre dos Clérigos, um projecto de Nicolau Nasoni,
foi mandada erigir por D. Jerónimo de Távora Noronha Leme e Sernache, a pedido da Irmandade dos Clérigos Pobres.
Está classificada pelo IPPAR como Monumento Nacional desde 1910.
A Torre é a mais conhecida e admirada de entre o conjunto dos Clérigos, dos quais fazem parte a igreja e uma enfermaria.
Foi iniciada em 1732, tendo em conta o aproveitamento do terreno que sobrara para a instalação da enfermaria dos Clérigos.

Do projecto inicial de Nasoni constava a construção de duas torres, e não apenas de uma. Na sua decoração, de estilo barroco, podem ver-se, esculturas de santos, fogaréus, cornijas bem acentuadas e balaustradas.
A Torre tem seis andares e 75 metros de altura, que se sobem por uma escada em espiral com 240 degraus.
Na altura da sua construção, era o edifício mais alto de Portugal.

No primeiro andar pode ver-se uma porta encimada pela imagem de São Paulo, tendo por debaixo, inserido num medalhão, um texto de São Paulo, na Carta aos Romanos.

A espessura das paredes do primeiro andar, em granito, chega a atingir os dois metros. Destacam-se as janelas ablaustradas do último andar, mais comprimido e decorado, e os quatro mostradores de relógio.

A Irmandade dos Clérigos aproveitando a comemoração dos 250 anos deste monumento, um dos símbolos da cidade do Porto, para “internacionalizar cada vez mais esta marca importante da cidade e, ao mesmo tempo, aproximar os portugueses e os portuenses, em particular, da sua história”.

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