18 de janeiro de 2013

Museus

Centro de Arte Moderna abre 3 exposições na Gulbenkian



“A imagem que de ti compus” junta as maiores obras de Julio dos Reis Pereira, um artista que passou ao lado do mediatismo mas que merece reconhecimento, e o Centro de Arte Moderna (CAM) dá-lhe essa visibilidade, a partir de dia 18 de Janeiro em que se comemoram 30 anos desde a morte do artista e ficará no CAM até 07 de Abril.
Esta mostra centra-se sobretudo nas primeiras etapas do percurso artístico de Júlio dos Reis Pereira (1902-1983), destacando o trabalho surrealista e expressionista do pintor. Serão apresentados na sua grande maioria desenhos e alguns óleos, das décadas de 1930 a 1960, marcando um percurso individual original, num desejo de revolução do surrealismo em Portugal.

Esta exposição foi organizada em parceria entre o CAM – Fundação Calouste Gulbenkian e a Fundação Cupertino de Miranda, em que ambas as instituições são depositárias de um forte núcleo de obras do artista nas suas coleções. Inclusive obras inéditas, retiradas da casa de Júlio e que fazem parte de um inventário cedido pela Fundação Cupertino de Miranda.

A primeira exposição de Lida Abdul (Kabul, 1973) em Portugal apresenta “Time, Love and the Workings of Anti-Love” a nova instalação da artista composta por uma máquina fotográfica, trezentas fotos tipo passe e som: uma voz que diz um texto pungente que tem tanto de belo como de doloroso. A voz, ou a ausência dela, é algo importante na obra de Lida Abdul que estará patente até ao dia 31 de Março.
Esta mostra parte do olhar duma afegã radicada na Califórnia que volta com regularidade ao seu país natal e, em condições de isolamento, insiste em registar a paisagem e o povo que aí habita após três décadas de guerra. Embora o cenário seja esse, as suas obras são compostas sempre por muito branco, a cor da redenção por excelência, a cor da paz e do desejo de purificação e a cor do luto até à Idade Média na Europa.
Também até 31 de Março pode também ver a exposição “Plantas e Plantas” da artista australiana Narelle Jubelin, que tem uma forte ligação emocional a Timor e cujo país está bastante presente nas suas obras que estão também sempre ligadas, de alguma forma, à arquitectura.
A obra de Narelle Jubelin (Sydney, 1960) caracteriza-se por um cruzamento complexo de referências culturais a objectos, a artefactos e a arquitectura que, de uma forma deliberada, conservam a sua singularidade mantendo-se simultaneamente coesos no seu todo. À utilização do bordado como meio expressivo que é uma das suas marcas autorais desde o início da sua obra, junta-se mais recentemente o vídeo para operar uma reflexão sobre a arquitetura, particularmente a modernista, e o modo como ela fez a travessia da Europa para continentes mais afastados nomeadamente o australiano através de arquitetos como Harry Seidler.

O título da exposição em português joga com o duplo sentido da palavra «planta» que tanto significa uma planta de um jardim como uma planta de um edifício, a tradução – outra zona privilegiada de trabalho de Jubelin – para inglês clarifica: Plants and Plans. A viver em Madrid desde 1995, a artista criará um diálogo – por vezes em tensão – entre a sua obra e a arquitetura do CAM.

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