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Cartazes de Propaganda Chinesa - A arte ao
Serviço da Política
Esta exposição reune cerca de 100 cartazes de
propaganda chinesa entre 1959 e 1981, que representam um momento histórico do
período da grande revolução conduzida por Mao Tse Tung
Nesta exposição, dividida por nove núcleos, estão
abordados temas correntes como a glorificação do presidente Mao, os heróis
comunistas, a prosperidade da economia, a luta contra o imperialismo, a
felicidade do povo e o poder do exército, entre outros.
O Hardmusica falou com a coordenadora geral da
exposição Maria Manuela de Oliveira Martins, que disse que contou com a
participação dos comissários Jacques Pimoaneau e Sylvie Pimpaneau, para ajudarem
a estruturar os núcleos apresentados ao público.
Assim o primeiro núcleo é uma apresentação de Mao
Tse Tung, a sua glorificação e adoração pelo povo, o segundo é alusivo aos
heróis estrangeiros, entre outros um médico canadiano, Norman Béthune, que se
disponibilizou para assistir os doentes na guerra Sino - Japonesa, que combateu
ao lado do exercito de Mao, ou mesmo um jovem anónimo, que deixou um diário que
contem uma frase muito usada “os parafusos na engrenagem da revolução”.
Segue-se um núcleo com alguns cartazes de
propaganda das políticas do Partido Comunista da China, o quarto núcleo dá lugar
à luta das classes que são fundamentais para a criação da nova China, as classes
representadas são: os Operários, os Camponeses e os Militares.
Dando lugar às minorias e enfatizando o papel da
mulher, a mulher enquanto educadora, revolucionária, a politica de uma família
numerosa com muitos filhos, a fraternidade entre os povos e também todos os que
se transformaram em heróis e modelos a seguir pelas populações, estão os núcleos
quinto e sexto.
Há uma parte dedicada ao teatro de sombra,
retratando as classes, esta parte lembra um pouco da história da mulher de Mao –
Jiang Qing- que foi a responsável pela repressão de todas as formas de teatro e
deu início à revolução Cultural.
Para o sétimo núcleo explica-se como as lutas
revolucionarias passam para o exterior da China, a luta maoista na década de 60
estendeu a sua influência ao sudoeste asiático, Camboja,Vietnam, e Tailândia,
contra o imperialismo e o colonialismo das potências ocidentais e alastrou-se
durante a década de 70 aos países africanos como a Somália, Angola e Moçambique
que lutavam pela independência.
A apresentação do oitavo núcleo é constituído por
xilogravuras, brinquedos, pins e a finalizar um núcleo dedicado à influência do
maoismo em Portugal, “que vingou sobre tudo, obteve a simpatia dos
portugueses a partir do 25 de Abril de 1974.” segundo as palavras da
coordenadora.
Salienta-se também, que nesta exposição há a
possibilidade de se visionar um documentário cedido por “Center for Asian
American Media”, que contém testemunhos verídicos de pessoas que viveram a época
da revolução e actualmente estão radicadas fora da China, muito devido à falta
de respeito pelos direitos humanos, vividos na época.
Trata-se efectivamente de uma Exposição com um
vasto conteúdo cultural e educativo, que tem também o propósito de garantir a
actualidade desta visão extraordinária, de história dos nossos dias.
Este é um trabalho que Maria Manuela de Oliveira
Martins disse não ter tido grandes dificuldades em realiza-la, uma vez que
“as cores estão cá, as peças falam por si, encontrar a cor base das
paredes também foi fácil porque o vermelho era a cor da revolução, o amarelo,
era o sol que Mao Tse Tung pretendia irradiar para toda a China”.
Além desta exposição que estará em exibição ao
longo do ano, até ao dia 27 de Outubro, por apenas cinco euros, “pode
visitar o museu, temos mais exposições temporárias em presença, no piso 2 há uma
exposição dedicada ao chá, “Chá do Oriente para o Ocidente” e na
próxima semana vai abrir mais uma exposição sobre “Macau- Memorias a tinta da
China”, integrada nas comemorações dos 500 anos das relações entre Portugal –
China.
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