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António lança livro de “ Caricaturas do Metro
do Aeroporto ”
O livro reúne as 50 personalidades que o artista
desenhou para a estação do Metro do Aeroporto, um importante espaço de
circulação, de chegada ou partida para os cerca de 400 mil passageiros que por
ali passam mensalmente.
“Saliento a coragem do engenheiro por ter
aceitado um projecto politicamente incorrecto”, disse António em
relação ao Presidente do Metro de então, Francisco de Mello e Castro, que
assistiu à conversa.
A caricatura como arte pública foi o tema
discutido durante a tarde e António não foi brando nas palavras: “Temos
uma posição muito provinciana em relação à caricatura. É praticamente
inexistente no espaço público”.
As paredes da estação do metropolitano do
Aeroporto são um pólo de atracção, que não deixa ninguém indiferente.
“Aceitei o projecto porque pensei que seria excelente confrontar aquele
que entra e sai, com quem faz parte da nossa história”, interveio o
antigo Presidente do Metro de Lisboa.
Nas paredes do Metro estão algumas das figuras
mais representativas do século XX português como Almada Negreiros, Vasco
Santana, Amália Rodrigues entre outros. “Sou um falso lisboeta mas sou
um amante da cidade, quando os homenageio estou a ser autêntico”.
A Galeria do Museu Bordalo Pinheiro expôs ainda
alguns dos estudos em desenho do autor, que é cartoonista do semanário
“Expresso” há 38 anos.
António tem visto o seu trabalho premiado em todo
o mundo, destacam-se os títulos de Prémio Internazional Sátira Política (Itália,
2002), o Grande Prémio Stuart Carvalhais (Portugal, 2005) ou o Prix Presse
International (França, 2010).
Recorde-se que a estação do Aeroporto de Lisboa,
extensão da Linha Vermelha que terminava na estação do Oriente, só foi
inaugurada no Verão 2012, cinco anos e meio depois do prazo previsto.
Uma extensão de mais de três quilómetros que, segundo o Metro de Lisboa, cumpre o trajecto do centro de Lisboa ao Aeroporto em cerca de 16 minutos. |

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