12 de janeiro de 2013

Dia da Alimentação ( Canções de Comer ) 
    

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O rubai é uma forma poética, de tradição persa, que se caracteriza por usar estrofes de quatro versos, ter rima a-a-b-a e fazer referência ao vinho. Também se lhe chama «canção de beber». Por vezes, o rubai multiplica-se em conjuntos de quadras (conjuntos de rubaiyat).
Nesta tarefa, pensada para, segundo encomenda do CRE, assinalar o Dia da Alimentação (16 de Outubro), tratava-se de escrever canções de comer, cumprindo também o modelo formal do rubai. (Poemas seguem a ordem das turmas, do 9.º 1.ª ao 9.º 6.ª.)

Sopa, fruta e vegetais
Arroz, massas, cereais,
Leite, ovos, carne e peixe,
Todos são fundamentais.
[Alexis, 9.º 1.ª]

E agora, servindo de isco
A quem gosta de marisco,
Venha a malta minha amiga
Ao Edmundo, que há petisco.
[Pedro, 9.º 1.ª]

Como é bom comer uma pipoca,
Sabendo que vem duma maçaroca.
Gosto dela quando é docinha
E tem «cara laroca».
[João G., 9.º 1.ª]

Um marisco bem preparado,
Temperado e cozinhado...
Ao vê-lo, babei-me todo,
E o marisco ficou encharcado.
[Nuno, 9.º 1.ª]

Numa manhã de verão quente,
Numa tarde de calor ardente,
Bebe-se um refresco gelado,
Que refresca e purifica a mente.
[Gustavo, 9.º 1.ª]

Gosto temperar a comida com sal,
Para que esta não saiba mal.
Mas é preciso ter moderação,
Para evitar a tensão arterial.
[Inês, 9.º 1.ª]


Desde pequenina a Elizângela subia
O coqueiro lá da baía.
Arrancava um coco com as mãos
E depois, contente, descia.
[Elizângela, 9.º 1.ª]

O meu refúgio é uma simples lata de Fanta.
Meus infinitos desgostos ela espanta.
No fundo do bar fico alucinada a pensar...
E tudo por uma lata de Fanta.
[Eliana, 9.º 1.ª]

Uma tarde soalheira, está um calorão,
Folhas caem levemente e pousam no chão.
Tiro uma maçã desta grande macieira,
Faz-me lembrar os tempos que já lá vão.

Quando era pequena e pouco sabia,
Caiu uma maçã que na mão não cabia.
Comi-a e nunca outra me soube tão bem:
Aos caroços quase que os engolia!
[Brigitta, 9.º 1.ª]

Saborear um belo frango
Depois de dançar o tango.
Mas bom era se fosse assado
Ao som do fandango.
[Bruno, 9.º 1.ª]

Ao ver o camarão,
Fiquei com uma fome de cão.
Quando o deixaram cair,
Atirei-me para o chão.
[André, 9.º 1.ª]

Arroz eu vou comprar,
Para a minha fome saciar.
Arroz de cabidela eu vou fazer,
Água na boca se está a criar.
[Joana G., 9.º 1.ª]

Os fogões estão preparados:
Tachos, panelas, grandes guisados,
Carne e peixe, tudo para o grande jantar
E belos assados para os convidados.
[Joana A., 9.º 1.ª]

És como um ser
Que ninguém quer comer,
És como um olhar,
Impossível de esquecer.
[Sara, 9.º 1.ª]

Brincar, dançar, jogar
Pular, criar e inventar
São coisas muito importantes.
Mas nenhuma o prazer de comer pode superar.
[Patrícia, 9.º 1.ª]

Gosto de música escutar,
Gosto de cantar sem parar,
Gosto de comer cerejas
E gosto de com água brincar.
[Paula, 9.º 1.ª]

Tomate, alface, agrião,
Arroz, massa, feijão
Ou um apetitoso molho
Para se molhar o pão.

Tudo gosto de provar
E de bem saborear.
Não percebo como há quem
Não goste de petiscar!
[Diogo, 9.º 1.ª]

Uns bebem por prazer,
Outros apenas por querer.
Todos sabem que vinho é pecado,
Mas não deixam de beber.

Uns em casa podem beber,
Outros para a taberna se esconder:
Tudo para que ninguém saiba
Que a bebida lhes dá prazer.
[Rúben, 9.º 1.ª]

Este bombom vou guardar,
Para mais tarde saborear;
Este nunca provei,
Mas sei que vou gostar.

Esta nova bebida vou beber,
Para sede não ter.
Tenho de experimentar mais,
Para ter mais vezes este prazer.
[Sara M., 9.º 1.ª]





O sabor da comida,
O gosto da bebida
Tiram-nos a fome,
Dão-nos força e vida.
[Fahim, 9.º 2.ª]

Vem, criatura,
Vem com ternura
Alimentar-me com o teu leite
Cujo sabor sempre perdura.

Longe de ti,
Eu nunca vivi;
O sabor dessa maçã
Nunca o senti.
[Joana, 9.º 2.ª]

Quem me dera poder comer
Aquilo que me apetecer!
Mas bom mesmo era uma lasanha,
Caso pudesse ser...
[Diogo, 9.º 2.ª]

Está na altura de colher
Trigo para fazer
Pão dourado
Para comer!
[Frederico R., 9.º 2.ª]

Que sabor tem ela!
Estava a imaginar, numa panela,
Vários legumes a fazerem uma sopa.
Pena é ser toda para a Gabriela...
[Ana Catarina, 9.º 2.ª]

De cima vem o calor
E de baixo o sabor.
Pega no prato e verás
Que comer também é amor.
[Catarina, 9.º 2.ª]

Pega no copo suavemente,
Sente as pequenas bolhinhas, energicamente
Saltando no agradável refrigerante.
Bebe depois um pouco, sorrindo alegremente.
[Catarina, 9.º 2.ª]

Hoje vou comer almôndegas deliciosas,
Acompanhadas por três gasosas.
Ai que bom que é comê-las,
Embora saiam tão trabalhosas.
[Tiago, 9.º 2.ª]

Gosto de beber Sumol,
Enquanto apanho um banho de sol,
Na costa da Caparica,
A comer um caracol.
[Tiago, 9.º 2.ª]

Que bom que é comer um vegetal!
Não há prazer algum carnal,
Mas a alface faz bem também
E cenoura tão doce não há igual.
[Carolina M., 9.º 2.]ª

Que bom o bolo de bolacha da tia!
Que saudades de quando lá ia
Lanchar com os meus primos!
Comíamos com sofreguidão e ela ria...
[Frederico, 9.º 2.ª]

Comer
Ou não comer?
Eis a questão,
De viver ou não viver.
[Tereza, 9.º 2.ª]

Coca-cola gostas de beber
McDonald's de comer,
Mas ficas aborrecido,
Se a barriga for crescer.
[Rita, 9.º 2.ª]

A muitos nunca chegou,
A outros nunca faltou.
Esta coisa que é a comida
Que a todos sempre agradou!
[Teresa, 9.º 2.ª]

Para bem estudar
E em boa forma estar,
um bom pequeno-almoço
Terás de tomar.
[Teresa, 9.º 2.ª]



Para quê viver?
Para quê ter esse falso prazer?
Na vida somos tão tristes,
Nem a água merecemos beber.
[André, 9.º 3.ª]

Qualquer comida me fascina!
Da brasileira à Argentina
Gosto de qualquer tasca,
Mesmo ao fundo da esquina!
[Susana, 9.º 3.ª]

Só como comida saudável,
Couve, cenoura e sável,
Mas, se não comer um chocolate,
Fico mais que inconsolável.
[Susana, 9.º 3.ª]

Se vens esguia é porque és enguia,
Se és enguia, dizem que vens fria.
Todos reclamam, não sei porquê,
Mas todos te adoram porque és a mais macia.
[Diogo, 9.º 3.ª]

Comer coisas boas é bom de mais:
Bolos, chocolates, doces e outros que tais
Que dão bons momentos à vida.
Claro, somos humanos, não somos vegetais.
[Miguel, 9.º 3.ª]

De ti aprendi a gostar!
Sempre no meu coração te hei-de guardar,
Meu querido chocolate de leite, branco ou preto!
Mas no fim eu te vou mastigar!
[Mafalda, 9.º 3.ª]

Feijoada à transmontana, entrecosto assado
É gastronomia portuguesa servida com fado mandado
Ovos moles, barriga de freira e arroz doce
São paladares deste país, à beira-mar plantado.
[Francisco, 9.º 3.ª]

Quem me dera poder saborear
A deliciosa carne de Tomar.
Mas tão longe está esta terra
Que não me posso lá deslocar.
[Carolina, 9.º 3.ª]

A vida sem comida
É uma criança esquecida
Num mundo secreto,
Numa rua perdida.
[Laura, 9.º 3.ª]

Eu gosto muito de comer
Batata frita até me encher,
Mas, acompanhada com ketchup,
Então não a quero nem ver.
[Laura, 9.º 3.ª]

Como tarte de Azeitão!
Todos os dias? Porque não?
Aquele creme tentador
Cria água na boca, pois então.
[Pedro P., 9.º 3.ª]

É bom quando sai a correr,
Para que nós o possamos beber:
O sumo de laranja sabe bem
E ajuda-nos a crescer.
[Silvana, 9.º 3.ª]

Adoro gasosa.
Gosto da palavra «escamosa».
Bebo Coca-cola.
Escrevo com o Barbosa.
[António, 9.º 3.ª]

Adoro gasosa.
Gosto da palavra «escamosa».
Bebo Coca-cola.
Escrevo com o Barbosa.
[António, 9.º 3.ª]

Ao restaurante vamos jantar,
Comer pizza até fartar;
E, ao lanche e ao almoço,
Enjoados vamos ficar.

Do mercado vem a fruta,
Colhida de forma abrupta.
Chega em caixas de cartão,
Do mercado para a gruta.

Pão de trigo, centeio e cevada,
Queijo e boa feijoada;
Semana sim ou semana não,
Comemos tudo ou nada.
[António P., 9.º 3.ª]

Fui até à pizzaria,
Nos anos da minha tia.
Que má disposição!
Comia mais do que devia...

Se não fosse tão gulosa,
Talvez até escrevesse em prosa.
Que delicioso bolo de chocolate
Fez a minha vizinha já idosa!

Faz-se agora uma má alimentação.
Americanices, batatas fritas, pois então.
E que tal uma pizza?
Sê saudável. Diz «não!».
[Marta F., 9.º 3.ª]

Apetece-me cantar e comer
e, se tiver um bom vinho, também beber.
Numa festa com muita paródia,
divertir-me é o que vou fazer.

Vou comer a carne até aos ossos,
como se estivesse a fazer esboços,
de comidas e bebidas,
que vou espalhar pelos poços.

Hoje estou muito feliz:
da depressão safei-me por um triz,
deve ter sido porque bebi demais.
Falo com as pessoas como uma bêbada meretriz.
[Pedro V., 9.º 3.ª]




Eu como a comida que há,
Como se fosse acabar já.
Se a minha mãe não me parasse,
Mais parecia um marajá.
[João M., 9.º 5.ª]

Chego a casa cansado,
Por vezes, atordoado.
Nada melhor do que comer
E ficar ali refastelado.
[João M., 9.º 5.ª]

Dizem que fast-food faz mal
E põem os bróculos num pedestal.
Não admira nada:
Estamos em Portugal.
[João M., 9.º 5.ª]

Eis que rebentam no quente,
Amarelinhas normalmente;
Grandes, pequenas, doces, salgadas.
E comem-se rapidamente.

Micro-ondas ou panela?
Sempre aquela cor amarela,
Num filme romântico,
Em que ele as partilha com ela.
[Cláudia, 9.º 5.ª]

Um bitoque eu ataquei,
Mas no segundo nem toquei:
Não posso ficar gordo,
Pois modelo eu serei.
[João C., 9.º 5.ª]

Conheço uma receita,
Que cura qualquer maleita:
Um pouco de sal e pimentos,
Está feita.
[João C., 9.º 5.ª]

É tão agradável comer,
O problema está no fazer.
Pedimos à Dona Deolinda
E já está tudo a cozer.
[Nuno, 9.º 5.ª]

Era delicioso poder comer enguias,
Que fossem bem esguias,
Com batatas e legumes...
Há tantas manias!
[Joana B., 9.º 5.ª]

Se estás com sono, dorme;
Se não me queres, esconde-me;
Se estás feliz, sorri;
Se estás triste, come.
[Mónica, 9.º 5.ª]

O melhor do mundo é a dança;
O melhor do mundo é a criança;
Mas eu gosto é de petiscos,
O melhor do mundo é encher a pança.
[Mónica, 9.º 5.ª]

É mau quando a mini acaba,
Então me torno roxo como beterraba,
Afogo as mágoas na sandes de courato,
E penso: ai a minha vida, que sobre mim desaba.
[Gonçalo, 9.º 5.ª]

Sua textura, nunca vi igual!
Seu sabor, composição, é verdadeiramente fatal!
Quentinha, a sair do forno, à mesa dos prazeres,
A óptima lasanha nunca sabe mal!
[Mariana, 9.º 5.ª]

Em casa, na marisqueira ou no restaurante caro,
Sem culpa, sem remorsos, só com bom faro,
Se escolhe o melhor bicho do mar, cozido ou frito.
O camarão é sempre raro!
[Mariana, 9.º 5.ª]

Para a gente ter saúde
É necessário que mude
Uma ou outra coisa errada
Que a barriga não ilude.
[Carla, 9.º 5.ª]

Se exprimires o que sentes,
Se perceberes por que razão mentes,
Então poderás compreender nas noites frias de Inverno
A vida de um homem sem canjas quentes.
[Bruno, 9.º 5.ª]

Depois de um dia de escola cheio,
Enquanto pego no livro e o leio,
Esfomeado, vou jantar para a cozinha.
Mas o jantar foi bacalhau com batatas que deixei a meio.
[Bruno, 9.º 5.ª]

A vindima está a decorrer,
O vinho começa a aparecer.
As uvas estão no lagar
E as tijelas prontas para encher.
[Tiago, 9.º 5.ª]

O peixe está a assar,
O apetite paira no ar,
Todos para a mesa
Para termos um bom manjar.
[Tiago, 9.º 5.ª]

Por mais comida ansiais vós, os reis,
Que todos os dias das melhores coisas haveis;
Mas, por vossos palácios adentro, os pobres servos nada têm.
E, no entanto, puros como eles não morrereis.
[Marta F., 9.º 5.ª]

Lá vêm os músicos de clarinete
Para animar este banquete.
Tanta tristeza instalada que a comida faz não valer de nada!
Comamos todos e bebamos, sem rebentar o corpete.
[Marta F., 9.º 5.ª]

Os vinhos
São carinhos
Para mim,
Mas não para os que conduzem carrinhos.
[João B., 9.º 5.ª]

Há coisas que não esquecemos:
À medida que crescemos,
Lembramo-nos das coisas mais insignificantes...
Temos saudades do que saboreávamos e agora apenas comemos.
[Carlota, 9.º 5.ª]



Um hambúrguer com gula consome,
Uma pizza, se tiveres pouca fome;
A sepultura espera-te, ansiosa;
Se quiseres comer fast-food, come.
[Mário, 9.º 6.ª]

Enquanto o meu pai fazia xarope de beringela,
A minha mãe fazia arroz-doce com canela.
O que irá sair dali não sei,
Mas o que ela faz é dela.
[João M., 9.º 6.ª]

Ana, vem comer!
Ainda estou a tentar perceber
O que estás a fazer trancada na tua mente.
Os poemas para Português ainda estão por escrever?!
[Ana M., 9.º 6.ª]

Fiambre e salsichas são parentes,
Do porco são descendentes.
Na pizza ficam uma delícia,
São manjar para os meus dentes.
[Paulo, 9.º 6.ª]

Ontem houve festa,
E eu, como sempre, não perdi esta.
Sabes bem que adoro diversão.
E comer e beber é tudo o que me resta.
[Ana S., 9.º 6.ª]

Se ganharmos, comeremos,
Se perdermos, beberemos,
Mas, se não jogarmos,
Nunca esqueceremos.
[João Tomás, 9.º 6.ª]

Gosto de doces e fruta,
Gosto de cremes e truta.
Gosto de toda a cozinha,
Só não gosto de chaputa.
[Pedro M., 9.º 6.ª]

À taberna vou beber,
Ao restaurante, comer,
Pois tenho de me cuidar
Para não adoecer!
[Sara, 9.º 6.ª]

Não podes misturar caramelos,
Com cogumelos.
Com uma rima tão fatela
Só faltam os marmelos.
[Joana L., 9.º 6.ª]

Se ao menos pudesse
Saborear o que não se esquece,
Sentir outra vez o sabor...
Da comida que arrefece!
[Guilherme, 9.º 6.ª]

Tentei fazer uma torrada,
Mas ficou queimada.
Peguei numa tijela
E fiz uma salada.
[António, 9.º 6.ª]

Comer fruta
Faz bem ao recruta.
Dá-lhe força,
Para combater na luta.
[António, 9.º 6.ª]

Nunca mais me esqueço do pão que a avó fazia.
Naquela altura, era tudo o que eu queria.
Nada me dava mais prazer,
Que o pão da avó Iria.
[João Miguel, 9.º 6.ª]

À mesa me sentei
E, generosamente, ela disse «comei».
Deitei o olho ao cozido
Que nunca tão bom provei.
[Joana, 9.º 6.ª]

Um pequeno almoço de rei
¾ disse o povo e eu acreditei.
Na sua sabedoria eu confio,
Por isso todos os dias o farei.
[João Af., 9.º 6.ª]

Um sabor que afecta o paladar,
Algo que nos faz delirar.
Uma fonte de prazer infinito
E apenas o desejo de saborear.
[João B., 9.º 6.ª]

Se comemos no Mcdonalds, não podia ser pior;
Talvez indo à Portugália seja melhor.
Comida portuguesa, o jantar está na mesa
Assim, sim, são alimentos com valor.
[Pedro G., 9.º 6.ª]

Quando comem uma maçã,
Quando comem uma romã,
Se for em tua casa,
És a anfitriã.
[Ana G., 9.º 6.ª]

Se comeres um pão,
Vais ficar um balão.
Mas tem cuidado,
podes cair no chão.
[Joana A., 9.º 6.ª]

Um almoço de bife com sabor a limão
E, como sobremesa, um grande melão.
A fruta nunca fez mal a ninguém
Mas, se souber mal, é melhor dar ao cão!
[João Paulo B., 9.º 6.ª]

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