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Lanzarote presta homenagem a José
SaramagoA escultura, que vai ser colocada, em Tías, na rotunda perto da Casa onde Jose Saramago viveu, é da autoria de José Perdomo a partir de um desenho de Esther Viña, ambos de Lanzarote. A escultura representa uma oliveira feita com as letras iniciais de José Saramago. Foi apresentada publicamente no dia 25, numa sessão que contou com a presença da conselheira de Cultura do Hoverno das Canárias, Inés Rojas, o presidente do Cabildo de Lanzarote, Pedro San Ginés, o presidente da câmara municipal de Tías, Francisco Hernández, e a presidenta da Fundação José Saramago, Pilar del Río.
Nessa sessão a conselheira da Cultura sublinhou
que o objectivo é deixar uma marca que testemunhe a presença de José Saramago em
Lanzarote, onde se instalou em 1993, embora tenha vindo a Lisboa por diversas
vezes.
Foi em Lanzarote que escreveu o Ensaio sobre a Cegueira, em 1995 e todas as obras que se seguiram.
Pedro San Ginés, presidente do Cabildo, reconheceu
que Lanzarote “nunca poderá pagar” a Saramago o facto de se ter
apaixonado pela ilha e de ter decidido ali viver. “Mas podemos
agradecer-lhe e esta é uma maneira de fazê-lo”.
Os representantes das instituições que se juntaram
nesta homenagem a Saramago pertencem a diferentes partidos, como sublinhou na
ocasião Pilar del Río que destacou que o facto de se terem sentado à mesma mesa
pela cultura “integra-se no espírito de Saramago”.
Pilar del Río recordou a influência que Lanzarote
e a sua paisagem tiveram na obra do escritor português, como é possível
verificar no texto “A estátua e a pedra” que será publicado nos próximos meses
pela Fundação José Saramago.
Trata-se de um texto em que Saramago explica que o contacto com a ilha o levou a alterar o seu estilo e a forma de ver as coisas, passou a interessar-lhe mais a pedra e a sua matéria do que a estátua. |

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