29 de janeiro de 2013

Cultura

Lanzarote presta homenagem a José Saramago


A escultura, que vai ser colocada, em Tías, na rotunda perto da Casa onde Jose Saramago viveu, é da autoria de José Perdomo a partir de um desenho de Esther Viña, ambos de Lanzarote.

A escultura representa uma oliveira feita com as letras iniciais de José Saramago.
Foi apresentada publicamente no dia 25, numa sessão que contou com a presença da conselheira de Cultura do Hoverno das Canárias, Inés Rojas, o presidente do Cabildo de Lanzarote, Pedro San Ginés, o presidente da câmara municipal de Tías, Francisco Hernández, e a presidenta da Fundação José Saramago, Pilar del Río.

Nessa sessão a conselheira da Cultura sublinhou que o objectivo é deixar uma marca que testemunhe a presença de José Saramago em Lanzarote, onde se instalou em 1993, embora tenha vindo a Lisboa por diversas vezes.
Foi em Lanzarote que escreveu o Ensaio sobre a Cegueira, em 1995 e todas as obras que se seguiram.

Pedro San Ginés, presidente do Cabildo, reconheceu que Lanzarote “nunca poderá pagar” a Saramago o facto de se ter apaixonado pela ilha e de ter decidido ali viver. “Mas podemos agradecer-lhe e esta é uma maneira de fazê-lo”.

Os representantes das instituições que se juntaram nesta homenagem a Saramago pertencem a diferentes partidos, como sublinhou na ocasião Pilar del Río que destacou que o facto de se terem sentado à mesma mesa pela cultura “integra-se no espírito de Saramago”.

Pilar del Río recordou a influência que Lanzarote e a sua paisagem tiveram na obra do escritor português, como é possível verificar no texto “A estátua e a pedra” que será publicado nos próximos meses pela Fundação José Saramago.

Trata-se de um texto em que Saramago explica que o contacto com a ilha o levou a alterar o seu estilo e a forma de ver as coisas, passou a interessar-lhe mais a pedra e a sua matéria do que a estátua.

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