“Mumadona”, que a Guimarães Capital Europeia da Cultura
apresenta como a única ópera concebida em Portugal este ano, é exibida hoje e
amanhã, no Centro Cultural Vila Flor. O libreto, de Carlos Tê, adapta uma figura
histórica da cidade aos tempos modernos da globalização.
A Guimarães Capital Europeia de Cultura apresenta, hoje e amanhã, aquela que
é considerada a única ópera 100 por cento nacional realizada em 2012.
“Mumadona”, em exibição no Centro Cultural Vila Flor, tem libreto de Carlos Tê,
encenação de Marcos Barbosa, composição de Carlos Azevedo e direção musical de
António Saiote.
“Esta história começa com uma crise do têxtil em Guimarães por
influência dos têxteis chineses. Há uma família de novos-ricos que acha que
ainda pode ter um certo nível de vida e, num daqueles enredos à século XIX,
tentam casar o filho com a filha duma família de empreiteiros que estão melhor
[quando eu escrevi ainda estavam mais ou menos], mas ele apaixona-se pela filha
de um lojista chinês”, desvendou Carlos Tê, numa entrevista à Antena
1.
Uma tragédia moderna que, como a maioria das óperas, apresenta um lado
trágico, no caso “o poder emergente da China em todo o lado”. Ainda assim, o
autor do libreto garante que “o amor acaba por triunfar”. |
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