27 de dezembro de 2012

Livros

Imprensa Nacional publica edição crítica de “ Amor de Perdição ”


Segundo a Lusa, fonte da Imprensa Nacional, a propósito desta edição crítica de “Amor de Perdição” de Camilo Castelo Branco, terá afirmado que “este é o primeiro título de uma série de obras do escritor, que se vão publicar”, acrescentando ainda “não iremos publicar toda a imensa obra de Camilo, mas alguns títulos escolhidos.
O próximo será ‘O Regicida’
”.
Esta edição que a Imprensa Nacional agora publica segue a edição de 1879, revista e prefaciada por Camilo Castelo Branco e publicada pela Livraria Moré.
Inclui ainda o prefácio à segunda edição do romance, em 1863, e uma carta que Camilo escreveu ao então ministro António Fontes Pereira de Mello, redigida a partir da cadeia da Relação do Porto, em Setembro de 1861.

De crítica certeira e pena afiada, nessa carta Camilo afirma que “muita gente está persuadida que ministros de Estado não leem novelas”, mas “é um engano”, pois segundo o escritor ouviu uma vez um governante dissertar sobre os caminhos de ferro, “com tanto engenho o fazia, de tantas flores matizara aquela matéria, que me deleitou ouvi-lo", afirma Camilo, referindo ainda que, nesse dia, encontrou o dito ministro a ler o romance “Fanny”.
Aquando do lançamento da quinta edição de “Amores de Perdição”, com o subtítulo “História de uma Família”, no respectivo prefácio Camilo não escondia o seu orgulho pelo facto do seu romance ter atingido tal patamar.
A “quinta edição me parece um êxito fenomenal e extra-lusitano”, escreve Camilo, que define a obra como “um romance romântico”, "declamatório", com “ideias celeradas que chegam a tocar o desaforo do sentimentalismo”, “visto à luz eléctrica do criticismo moderno”.
Camilo ouvira a história em criança, referida a um seu tio materno, Simão António Botelho, e decidiu passá-la ao papel tendo-a publicado em 1862.
E se o romance “fez chorar”, como escreve Castelo Branco, em 1879, também “faz rir” pois “tornou-se cómico pela seriedade antiga”.
Camilo Castelo Branco, que se suicidou aos 65 anos, cego, com várias dívidas, protagonizou um dos romances mais tórridos e pasto das más línguas, naquela segunda metade do século XIX.
Apaixonou-se por Ana Plácido, uma mulher casada com quem veio a casar.
Camilo Castelo Branco foi um escritor de extensa obra, mais de cinquenta titulos, até porque a escrita era o seu modo de sobrevivência. De entre eles destacam-se, para além do mais que conhecido “Amor de Perdição”, “ A brasileira de Prazins”, “A Corja”, “A queda de um Anjo”.

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