Milano
O café e restaurante Milano localiza-se no chamado pátio do Siza, um espaço interior projetado pelo arquiteto Siza Vieira, que fica no coração do Chiado, entre a rua Garrett e calçada Nova de São Francisco. Numa área onde abundam outros restaurantes, o Milano abriu em abril de 2012 e distingue-se pela boa combinação entre qualidade e preço. Funciona num registo entre café e restaurante, abrindo cedo e servindo tanto para pequenos pequenos-almoços, como para almoços, lanches ou jantares. Para além de uma confortável sala interior, decorada em tons de madeira, oferece aos seus clientes uma ensolarada esplanada no exterior.
Na ementa do Milano pode encontrar ovos, saladas, massas, bifes, hambúrgueres (atenção para a variedade de cogumelos portobello com guacamole) e ainda um par de pratos cozinhados no forno. Para os lanches, oferece torradas, scones e bagels acompanhados com compota e queijo creme. Nas sobremesas, destaque para o bolo de cacau e os iogurtes gregos. Tudo bem confecionado e condignamente apresentando. Se souber combinar bem as suas escolhas, também é um bom sítio para um brunch de fim-de-semana. O Milano está aberto todos os dias da semana e às sextas-feiras e sábados só encerra à 1h00 da manhã.Mercado biológico do Príncipe Real
O mercado biológico do Príncipe Real realiza-se, todos os sábados das 9h00 às 14h00, no jardim do mesmo nome. Foi aqui estabelecido, em 2004, como consequência de uma parceria entre a Câmara de Lisboa e a Agrobio, a associação portuguesa de produtores biológicos. Este não é um mercado muito grande, reunindo à volta de uma dezena de bancas, onde agricultores vindos de todo o país expõem os seus produtos e os vendem diretamente ao público, evitando assim intermediários. Mas a afluência ao local é sempre muito grande, porque ao longo dos anos este mercado foi conquistando uma clientela fiel.
No mercado biológico do Príncipe Real encontra uma grande variedade de frutas e hortaliças, mas também uma grande diversidade de cereais, pães e bolachas, ervas aromáticas, vinhos e azeites. Tudo produzido de acordo com as regras que definem a agricultura biológica e num ambiente simpático e tranquilo. Também há sempre lugar para degustações, onde os visitantes são convidados a provar alguns dos produtos expostos. Depois da visita, aproveite para conhecer um pouco melhor o próprio jardim, ou experimentar um dos novos cafés-restaurantes que têm aberto à sua volta (ou mesmo na rua da Escola Politécnica).Museu da Carris
O Museu da Carris fica em Alcântara, numa antiga estação desta companhia de transportes públicos. As funções do museu são duplas: preservar o património histórico da empresa e mostrá-lo ao público, divulgando a história dos transportes coletivos em Lisboa. Os visitantes encontram aqui um grande sortido de objetos relacionados com o tema: fotografias, uniformes, bilhetes, equipamentos de oficina e os próprios elétricos e autocarros. A exposição está dividida em três áreas distintas. A transição entre a primeira e a segunda zona é feita através de um elétrico que pertence à própria coleção do museu, um veículo que entrou ao serviço em 1901 (o seu aspeto atual data dos anos 60 do século XX).
A primeira parte do museu desenvolve-se na antiga sede social da Carris. Aqui pode visitar uma biblioteca e três salas, onde os modelos expostos lhe mostram os primeiros veículos de tração animal, a chegada dos ascensores mecânicos à cidade, a adoção da tração elétrica no começo do século XX e os consequentes desenvolvimentos na rede da empresa. No segundo núcleo, construído nas antigas oficinas, pode admirar os veículos históricos que compõem a coleção da Carris e que se exibem restaurados e em perfeito estado de conservação. Muitos deles são ainda utilizados para viagens turísticas ou celebrar acontecimentos importantes.
De um lado, estão os veículos de tração animal e os primeiros elétricos. No outro, encontra numa subestação reconstruída, onde se guardam os elétricos e autocarros que, a partir dos anos 50, circularam nas ruas da cidade. Finalmente, na terceira área (inaugurada em setembro de 2012) expõem-se veículos que ainda aguardam restauro. Aqui pode observar também uma exposição dedicada a presente dos “amarelos” da Carris na imprensa europeia, que ressalta o impacto crescente dos elétricos amarelos, enquanto ícones da promoção internacional da cidade de Lisboa.Informações úteis
O Museu da Carris encerra aos domingos e feriados. Aos sábados fecha entre as 13h00 e as 14h00. As últimas entradas fazem-se sempre 30 minutos antes do encerramento. O bilhete de entrada custa três euros, com desconto de 50% para séniores, desempregados e jovens até aos 18 anos. Até aos seis anos, as crianças não pagam. Este museu aluga espaços para eventos e festas infantis de aniversário.
2 à Esquina
O restaurante 2 à Esquina fica no Desterro (que vai do campo Mártires da Pátria à avenida Almirante Reis), exatamente na esquina entre duas ruas perpendiculares. É um espaço sofisticado, mas descontraído. As cores verdes e os candeeiros do teto dominam uma decoração pensada para deixar à vontade os clientes. Esta é a primeira experiência empresarial de José Sousa e Elisabete Guilherme, os proprietários que trouxeram para aqui os segredos aprendidos nas suas anteriores vidas profissionais. Em abril de 2012, juntaram-se os dois nesta esquina para inaugurarem uma casa especializada nos tradicionais petiscos portugueses.
Na oferta do 2 à Esquina, encontram-se coisas tão típicas como pataniscas de bacalhau, ovos de tomatada à alentejana, morcela com ananás e o típico bife à Marrare (confecionado numa frigideira e acompanhado por um espesso molho de natas). Tudo feito de acordo com a tradição culinária, mas com uma evidente influência de terras alentejanas, onde viveu o chef João Pronto. O responsável pela cozinha pega em receitas populares e coloca-as na mesa com um toque pessoal, que vai fidelizando os comensais. Para sobremesa, sugere-se o inesperado salame de alfarroba e, nas bebidas, recomendam-se as sangrias. O 2 à Esquina encerra aos almoços de sábado e aos domingos.Nood (Parque das Nações)
O restaurante Nood da Expo localiza-se no terceiro andar do centro comercial Vasco da Gama, ocupando uma larga plataforma suspensa sobre o piso térreo daquele espaço. Claro que, a partir daqui, a vista é muito desafogada e atraente. Mas o que os clientes aqui procuram é, na verdade, a cozinha de inspiração asiática que anima esta cadeia de restauração. A decoração do restaurante aposta nas madeiras em tons escuros, longas mesas corridas e alguns sofás de couro, colocados numa área mais lounge. São estes os elementos que caraterizam o conceito Nood, que conta já com meia dúzia de lojas em Portugal e no Brasil.
A gastronomia alinha-se aqui também pelos temas que compõem a marca Nood. O menu oferece assim meia dúzia de pratos teppan (massas grelhadas na chapa), um sortido semelhante de ramen (massas soba servidas em sopa japonesa) e mais algumas combinações de sushi, os famosos rolinhos de arroz avinagrado recheados com salmão, delícias do mar, abacate e outros ingredientes. As sobremesas são combinações gulosas de gelados e chocolate. Para beber, lembre-se de sumos naturais como o zest (maça e limão) e o beta (cenoura e laranja). Em Lisboa, pode ainda visitar os restaurantes Nood no Chiado e em Campo de Ourique.
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